Rede de minissanduíches Vininha inicia expansão nacional por SC

A rede Vininha, especializada em minissanduíches, vai abrir seis franquias em Santa Catarina. As cidades escolhidas são Florianópolis, Joinville, Balneário Camboriú, Blumenau, Jaraguá do Sul e Itajaí. As lojas serão inauguradas até o fim deste ano.

O Vininha aposta no sucesso dos produtos “mini”, lanches rápidos que envolvem a massa de pão em recheios variados. Depois de assados, os produtos da marca são embalados individualmente e acondicionados em caixas caracterizadas, o que garante que os sanduiches estejam quentes na hora do consumo.

A abertura de franquias em Santa Catarina dá início ao projeto de expansão do Vininha, que nasceu há 10 anos em Curitiba, cidade onde as pessoas chamam a salsicha de ‘vina’. Hoje, a marca tem oito lojas em operação, todas em Curitiba e na Região Metropolitana. Até o fim do ano, a meta é chegar a 35 lojas.

O plano de crescimento do Vininha foi desenvolvido pelo empresário Rodrigo Miranda, diretor-fundador da marca. O projeto ainda estabelece progressão no faturamento. O Vininha pretende mais que dobrar o faturamento de R$ 3,2 milhões obtido no ano passado. A previsão para 2012 é de R$ 7,8 milhões. “Nosso projeto de expansão foi desenhado para uma rede de lojas espalhadas, neste primeiro momento, em dois estados: Paraná e Santa Catarina. No segundo semestre, teremos comercialização de lojas também em São Paulo”, revela.

Franquias
O modelo para expansão adotado pelo Vininha tem duas opções. A primeira é a franquia completa: balcão de loja e também tele-entrega, em uma área que varia entre 50 e 90 metros quadrados, com um investimento de cerca de R$ 130 mil. Mas há também uma segunda opção, a micro-franquia, com área reduzida, de aproximadamente 25 metros quadrados, com atendimento apenas de balcão e investimento previsto de até R$ 50mil. O tamanho de loja vai depender do potencial da região e da cidade, além do nível de concorrência. “Podemos dizer que a micro-franquia cabe em cidades entre 70 e 120 mil habitantes e a loja completa em municípios acima de 150 mil habitantes”, compara Miranda.

O projeto de franquias do Vininha prevê o pagamento de royalties e fundo de propaganda. Rodrigo Miranda estipulou os percentuais para a rede. Os franqueados repassam ao franqueador 6% sobre o faturamento de cada loja. Já as micro-franquias têm um royaltie fixo de mil reais. O acompanhamento das operações das unidades é constante e online. “Sabemos exatamente o status de cada pedido em cada uma de nossas lojas, assim o cliente pode esperar de nossa rede produtos de qualidade com atendimento de excelência”, relata.

O planejamento deste ano do Vininha ainda contempla investimentos da ordem de R$ 1,5 milhão. Grande parte destinada para uma fábrica própria, com capacidade de fornecimento para até 50 lojas. Hoje, cerca de 400 mil minissanduíches são produzidos por mês. A capacidade operacional será ampliada. Outra parte deste investimento será destinada à área de marketing, um setor que é tratado como prioridade no Vininha.

História

O porto-alegrense Rodrigo Miranda deixou uma carreira promissora de executivo de marketing, com passagens por empresas de porte como a Claro e a paranaense GVT, para investir em seu sonho de empreendedor. Quando criança, vendia figurinhas que ele mesmo fazia com papel contact. Na vizinhança, comercializava as frutas que sobravam no pomar do seu “abuelo”, seu grande mentor.

O projeto de deixar de ser funcionário para ser chefe consumiu meses de pesquisa de mercado com dados para as tomadas de decisões. Estudos mostraram um nicho de mercado em potencial, dentro da área de alimentação – as reuniões e comemorações em ambientes corporativos pedem lanches rápidos, práticos e saborosos. Com esse foco nasceu o Vininha – Minisanduíches; Miranda vestiu o avental e, com experiências em fornos industriais emprestados de amigos pizzaiolos, chegou a uma receita especial – um pãozinho de massa fina, caseira, que é assado envolvendo os recheios especiais que formam a linha de minissanduíches da empresa. Hoje, as receitas são desenvolvidas e elaboradas por engenheiros de alimento.

Em 2002, o Vininha saiu do forno, como serviço de entrega a domicílio de minissanduíches. A marca curitibana começou com quatro funcionários, trabalhando numa casa de 60 metros quadrados e um motoboy para fazer as entregas. Quatro anos depois, o Vininha deu um passo importante para o crescimento da marca – abriu sua primeira loja num bairro nobre de Curitiba, oferecendo mais sete produtos, entre minissanduíches e sobremesas. Cinco motoboys faziam o delivery. O faturamento mensal chegava a R$ 60 mil. Hoje, com quase 10 anos de vida, 102 funcionários trabalham para atender uma carteira de 50 mil clientes. A equipe é dividida nas áreas de marketing, financeiro e gestão, recursos humanos, operações e callcenter. Para 2012, a previsão é de que o Vininha conte com mais de 250 colaboradores.